terça-feira, 24 de novembro de 2009

Relatório de acompanhamento aos cursistas do gestar II de língua portuguesa e matemática das escolas urbanas e do campo.





O período de três a seis de novembro de 2009, foi reservado para acompanhar os trabalhos desenvolvidos pelos cursistas em sala de aula.
Iniciamos os trabalhos no dia 03/11 às oito horas da manhã na Escola Municipal Darcy Ribeiro Gleba Macuco com os cursistas Terezinha língua portuguesa e Solânio Dias Matemática.
Os professores prepararam as apresentações fazendo com que os próprios alunos expusessem as atividades desenvolvidas. Nós, professores formadores ficamos encantados com tantas produções diversificadas de português e matemática envolvendo o cotidiano do educando. Após as apresentações fizemos as considerações finais parabenizando professores e alunos pelos riquíssimos conhecimentos adquiridos na socialização dos trabalhos realizados nos avançandos na prática.
Outra escola que podemos citar como destaque é a Carlos Pompermayr que também deu um show de apresentações tanto de produção textual quanto as atividades matemáticas. Os professores de língua portuguesa Elzeni e Joaquim desenvolveram inúmeras atividades explorando a criatividade dos alunos, nos diversos tipos e gêneros textuais.
Ao término das visitas das escolas do campo, concluímos que algumas escolas avançaram muito com os exercícios propostos nas oficinas e sugestões dos AAAs, outras nem tanto,não souberam explorar os riquíssimos materias pedagógicos. A visita das escolas do campo durou três dias de 3 a 5 de novembro e podemos avaliar como satisfatória.
Já no dia 6 ficou destinado as escolas municipais e estaduais urbanas, quando começamos às 7:30 horas na Escola Municipal Nossa Senhora das Graças. Foi feita apresentação com alunos expondo os trabalhos de português e matemática e também exposição de inúmeros trabalhos tais como portifólio, cartazes etc.
Ainda no período matutino visitamos a Escola Estadual Rosa Frigger Piovezan na qual também sou professor de português. Fizemos a exposição dos trabalhos de uma maneira muito singela, devido neste horário não tinha aluno do ensino fundamental para fazer apresentação.
No período vespertino, mais duas escolas foram visitadas João Medeiros Calmom e Erico Veríssimo. As mesmas apresentaram apenas os trabalhos realizados com alunos através de portifólio e cartazes. Na escola Érico gostaria de ressaltar que somente a professora Roseli Paulino compareceu na escola no período da visita, a mesma apresentou uma grande variedade de atividades de exercícios realizados em sala com seus alunos. Ficamos tristes em saber que os outros professores não estão conseguindo desempenhar as atividades da maneira que nós gostaríamos mesmo assim, avaliamos como positivo os trabalhos realizados neste 2° bimestre

Comodoro-MT, 10 de novembro de 2009

TP 02 Análise Lingüística e Análise Literária

O encontro teve inicio as sete horas da manhã, com a leitura da parábola da “vaca”, uma mensagem de reflexão que nos ajuda a compreender os desafios encontrados no dia – dia da nossa carreira profissional.
Em seguida, iniciamos as apresentações dos avançados “na prática referente ao TP 01. Cada escola apresentou seus trabalhos, explicando desenvolvimento e metodologia de cada atividade. Essa troca de experiência durou aproximadamente trinta minutos. Logo após, dividimos os grupos e demos inicio a primeira oficina do dia. Cada grupo, teria como meta, estudar, analisar e apresentar uma atividade que facilitasse a compreensão do grupo refe rente ao objetivo e o conteúdo planejado para o dia. E esse exercício, cada grupo demonstrou muita facilidade para planejar e apresentar em plenário estratégias de compreensão de analise lingüística como frase, oração e período. Ao final das socializações, encerramos o período matutino.
No período vespertino, iniciamos os estudos com a mesma formação de grupos, desta vez, nosso objetivo era discutir metodologia que ajudasse na compreensão da analise literária. Todos os grupos apresentaram e sugeriram inúmeras idéias de como trabalhar textos literários e explorar as figuras de linguagens existentes nos mesmos.
Antes do encerramento, tivemos a visita da coordenadora do programa gestar no município, a senhora Cleide Ávila que na oportunidade fez uma avaliação oral com os cursistas interrogando os sobre o que significou o gestar na sua formação profissional, quando cada cursista deu seu depoimento elogiando a proposta do gestar do começo ao fim em todas suas dimensões, desde do material didático,ate a metodologia utilizada pelo professor formador.
E assim, finalizamos a ultima oficina do gestar II com resultados satisfatórios.

Encontro TP01 Linguagem e Cultura






O Penúltimo encontro com cursistas de língua portuguesa teve inicio as 7:00 horas da manhã do dia 28 de outubro de 2009 com leitura e reflexão da mensagem “como o carvalho”. Esta mensagem trata de um dia de arvore chamada Carvalho, que resiste tempestades e até mesmo furacões. Fizemos uma comparação desta árvore com o cotidiano do professor; o qual precisa conciliar os momentos difíceis da sua vida pessoal com a vida profissional, sem deixar transparecer ou refletir no desempenho de sala de aula.
Após o debate relacionado a mensagem, iniciamos as apresentações dos “ avançados na pratica. Cada escola expôs sua atividade da maneira que planejou, fazendo uma ótima troca de e denominamos cada grupo o nome de um período literário desde do “ BARROCO” até o modernismo”. Cada grupo, tinha um objetivo a ser discutido e planejado para socializar em plenário. Os grupos ficaram assim distribuídos. O primeiro denominado “ Barroco’’ apresentou atividades e sugestões relacionadas as “ inter relações entre língua e cultura”, o segundo apresentou sugestões de atividades sobre o “ dialetos do português”. E assim, sucessivamente. Cada grupo dedicou o Maximo que pode, e alcançou o objetivo almejado. Dessa forma fechamos a primeira oficina deste TP, com, um resultado satisfatório.
O período vespertino, deu-se inicio com os informes relacionados aos do cursistas e os plantões pedagógicos. Em seguida, iniciamos a segunda oficina aproveitando a mesma divisão seqüência dos grupos. Novamente cada grupo com seu objetivo de apresenta sugestões de como desenvolver tal atividade na prática de sala de aula. Todos os grupos tiveram o tempo suficiente na preparação de sua oficina e as apresentações foram feitas com sucesso.
Para finalizar, fizemos juntos a leitura dos conceitos sobre linguagem e cultura, na qual acabamos que concluir que os conteúdos propostos nesta oficina foram provocantes “ no sentido de fomentar as discussões envolvendo a prática e experiências vividas em sala de aula.


Comodoro-MT, outubro de 2009.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Aguas Quentes





RELATÓRIO DA FORMAÇÃO CONTINUADA GESTAR II OFICINAS TP:06

O caderno de teoria e pratica TP:06 traz como proposta 2 oficinas que resume o estudo das 4 unidades 21,22,23,e24. Iniciamos a primeira oficina as 7:00 h da manhã do dia 01/10/09 com a leitura da mensagem reflexiva vôo da águia de (Afonso Romano de Santana)na qual fizemos a comparação entre a águia e o professor e percebemos que temos que passar constantemente por renovação se quisermos continuar nesta árdua profissão de professor.O escritor disse ainda, que até as pedras passam por uma metamorfose e as vezes o professor ,insista ensinar da mesma forma que aprendeu momentos remotos da história, não busca inovar, fica esperando que o conhecimento vai até ele. E quando esse conhecimento chega através de formação continuada é rejeitado, é criticado e pouco colocado em prática.agora pergunto: será medo do novo?Medo de cair no fracasso e piorar ainda mais sua sala de aula?ou...?Só sabemos de uma certeza esse profissional pode estar com seus dias contados para atuar nesta profissão. Pois, o momento que estamos atravessando só nos resta duas maneiras de pensar ,ou muda de atitude e inova sua prática pedagógica,ou muda de profissão.
Após o debate demos início na apresentação da etapa intermediaria referente aos avançando na pratica do TP5 realizados com alunos em sala de aula.Cada professor,explicou a maneira que conduziu sua prática,suas virtudes e dificuldades encontrados no desenvolvimento dos exercícios.O que deu para perceber nesta socialização,foi um pouco insegurança de alguns professores,na utilização dos A.A.As (caderno de apoio ao aluno)isso fez com que me aproximasse mais do professor fazendo com que mudasse o plantão pedagógico uma vez por semana na própria escola.Nesse dia do plantão levamos idéias de exercícios do AAA(caderno versão aluno,sentamos com professores e coordenadores planejamos a aplicação dos principais conteúdos ao educando;fazendo que o objetivo do gestar seja concretizado de forma coerente levando a prática das oficinas para dentro da sala de aula atingido o principal alvo nosso aluno!
Em seguida,dividimos os grupos como praxis,cada grupo fez o estudo sugerido,planejou sua explicação através oralidades e cartazes. O grupo tinha como objetivo,planejar estratégias que levassem ao conhecimento de “leitura e processo da escrita”através de textos argumentativos, de forma prazerosa estimulando no educando as diversas maneiras de argumentar na produção textuais e também conhecer a marca da argumentação dentro da diversidade textual.Isso cada grupo fez muito bem,fazendo com que as metas planejadas para a oficina fossem alcançadas com sucesso.Assim encerramos o período matutino e a nossa primeira oficina do dia com objetivo esperado,podendo avaliar o desempenho satisfatório dos cursistas e coordenadores presentes.
No período vespertino,iniciamos a segunda oficina como slides de mensagem “sobre as quatro estações, mensagem esta, que trazia um bom exemplo de argumentação na qual quatro irmãos foram pesquisar uma única arvore nas diversas estações do ano, onde observava e via a arvore de maneira totalmente diferenciada uma da outra e argumentava para o pai como encontrara a árvore.O pai sabendo das mudanças da arvore nas estações ,disse que todos os argumentos estavam certos.e disse:”Não se pode julgar uma árvore uma pessoa numa única estação”.Com essa reflexição começamos os estudos propostos para a oficina esperando que aquele professor que ainda não mudou de estação reflita sua situação e veja,que ele ainda é capaz,ainda da tempo para que a beleza de sua primavera brilhe na alegria do aprendizado do seu aluno.O estudo continuou com a mesma divisão de grupos cada qual com seu objetivo para a apresentação.
A socialização da oficina foi realizada em mesa redonda com cursista e professor formador citando exemplos e comparação trazida no TP,com sua prática de sala de aula.Vale ressaltar,que o tempo cronometrado para os estudos em grupo dessa oficina foi meio corrido.Pois, no período da manhã prolongamos muito a discussão que estava ótima sobre as tarefas de casa.Mesmo assim,posso considerar satisfatório as apresentações de cada grupo. Enceramos o encontro as 17:00H com a oração do pai nosso.

RELATÓRIO DO TP.O3 GÊNEROS TEXTUAIS GESTAR II 2009

Iniciamos os estudos as sete horas manhã do dia quinze de abril de 2009 com a mensagem de reflexão “folha em branco”. Nesta reflexão,tivemos alguns minutos para debates e troca de experiências entre os profissionais da lingua portuguesa.
Em seguida,dividimos a turma em três grandes grupos para desvendar os mistéros dos textos desde o intuitivo até os sistematizados. Cada grupo ficou incumbido de discutir uma unidade,colocar em cartaz o objetivo da mesma e expor em plenário.O grupo teria também, a missão de sugerir ideias de como trabalhar o “Avançando na Prática”com alunos nas determinadas séries do Ensino Funda mental.Esta oficina, juntamente com as apresentações teve duração de quatro horas fechando todo o periodo matutino.
No periodo vespertino,fomos para a pratica,os mesmos grupos tiveram que apresentar uma dinamica sobre gêneros textuais que chamassem atenção do aluno e que fizessem o mesmo perceber,que texto é bem complexo e faz parte do nosso cotidiano nos diversos contextos da sociedade.E isso,cada grupo explorou muito bem,demontrou que texto tem que fazer parte da memória do aluno.Como diz Milton Hatoum”não há libertadura sem memória”.
Para finalizar,tivemos como referêcia bibliografia de um texto da revista NA Ponta Do lápis com o tema “produção de texto ponto de partida ponto de chegada”.fizemoso debate,no qual percebi que o texto ajudou a sanar diversas duvidas que os professores ainda tinham em referencia a produção de texto.percebi também que houve uma ótima participação de todos os cursistas presentes.Podendo assim avaliar esta oficina como resultado satisfatório.




PROFESSOR FORMADOR :ATAIDE FILHO.





COMODORO MT,ABRIL DE 2009.

O PORTUGUÊS SEM FRONTEIRA

Pensar em português, viver em português sonhar em português.
A individualidade misturada a milhões de outras individualidades criando um único ser chamado “ Língua Portuguesa “.
As distancias criam particularidades e diferenças de gestos, cheiros, sons, gestos e jeito de ser. Tristes ou alegres porém com um colorido único que constitui cada protagonista da língua.
Duzentos milhões de pessoas sonham em português. Sonhos que fazem parte de vidas unidas pelo mesmo idioma, protagonista de historia, culturas e crenças. Indivíduos, sujeitos.
Pessoas que vivenciam experiências, pensamentos, memórias concretizados na palavra. Palavra de um único falar, rompendo as barreiras do tempo, das guerras, da política, a língua portuguesa ganha vida, como “ a água que se bebe o ar que se respira e o sangue que corre nas veias.” Um fluido que faz a vida ganhar essência, ter alma. Um espírito que dá um rosto, uma individualidade de que é o sopro que “ vivifica “ o todo.
Cada crença, cada história, cada cultura, se materializa quando tomados pelo espírito da língua, a expressão máxima do “ EU “ que se configura pouco a pouco em “ nós “.
É pensar nele como símbolos da diversidade de quebra de paradigmas. A resistência do som falado, não é por querer ser o que era mas um querer ser diferente, compreendido, e de certa forma concreto como a mudanças. Perceber essas culturas que se comunicam em Português é sentir o peso da própria voz, da vontade de querer existir.
Em cada falante há uma carga de emoções únicas: Saudade, Musicalidade, que torna cada um responsável por manter viva e atuante a língua que nos une.
A vivacidade e o dinamismo da “língua” “viva” fez com que ela como citado por Mia Couto “ perdesse seu dono “. Perdesse as amarras, as barreiras e através de seus filhos e filhos, voasse pelo tempo, viajasse pela história e construísse sua identidade Agora ela é “ língua , Mãe “ que une a diversidade dos falantes na certeza de querer ser ouvidos a quem precisa.
As marcas da historicidade das culturas dos falantes de língua portuguesa se assemelham nesse contexto de influencias como a tentativa de ressignificar o desprezível, o fraco, o pobre, o diferente que se recheia em riqueza.
A batida o entoar de vontades, é o que faz desse universo heterogêneo de se falar um todo comunicativo que se eterniza em cada filho seus Filhos com cultura e identidade própria, porém a mesma em essência.

DO RELATÓRIO TERCEIRO ENCONTRO DO PROGRAMA GESTAR II FORMAÇÃO CONTINUADA COM PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DE COMODORO MT.

O Terceiro encontro de língua portuguesa teve início às sete horas da manhã do dia vinte e dois de maio de 2009, no centro de formação municipal”CEMEB”.O estudo começou com a mensagem de reflexão” A ASSEMBLÉIA NA CARPINTARIA” mensagem esta ,que gerou alguns minutos de reflexão entre os cursistas.
Como praxis,sempre iniciamos uma oficina apresentando os avanços e dificuldade dos avançandos na prática realizadospelos os professores nas suas distintas turmas.Momento este que acontece a grande troca de experiência entre os profissionais.momento que cada cursista explica como aplicou a atividade na sua sala de aula.Em seguida, foi feita a leitura coletiva da introdução do TP 04 e definimos nosso ponto de partida.Dividimos a turma em seis grupos denominamos cada grupo nome de um estado que deu origem a cidade de Comodoro.Nesse trabalho coletivo, cada grupo debateu sobre o objetivo daquela unidade e apresentou em plenário através de cartazes e dinâmicas de grupo.
Como de costume, cada grupo além de apresentar o objetivo da unidade, teve que sugerir ideias de como trabalhar o avançando na pratica daquele assunto discutido.
Para reforçar nosso estudo sobre a diversidade textual, sempre levamos para as oficinas autores que reforça essa ideia,nesse dia trabalhamos como referência bibliográfica o escritor amazonense”Miltom Hatom”que tráz em seus textos o lema que “não há literatura sem memória”que deixa bem claro que a memória é o chão da literatura,tirando como exemplo os antigos contadores de histórias.
Até o momento,pude perceber o quanto havia dúvidas entre os cursistas em diferenciar tipologia textal de gêneros textuais.Esse dilema,graças aos encontros e dedicação de cada cursista foi resolvido com sucesso
Dessa forma podemos dizer que os encontros estão sendo muito proveitoso nos quais todos os cursistas demonstram interesse e participação,levando para sua sala de aula inovações e sugestões adquiridas nas oficinas.




Professor Formador Ataide Filho
COMODORO MT,MAIO DE 2009.

RELATÓRIO DO QUARTO ENCONTRO DA FORMAÇÃO CONTINUADA GESTAR II

O encontro teve início às sete horas e trinta minutos quando desejei boas vindas aos cursistas com uma mensagem reflexiva “Quem Sabe Somar Sabe Dividir”.Em seguida, passamos para a apresentação das tarefas do avançando na prática.O primeiro grupo apresentou seus objetivos em relações aos textos trabalhados com os alunos em sala de aula o que tinha com tema os horóscopos,fizeram comentarios sobre a aceitabilidade e aprendizagens dos alunos ao desenvolver este trabralho.Na sequência ocorreu continuação da apresentação dos grupos com os temas:Poesias,jogos,textos injunstivos,gibiz quando, os grupos socializaram e debateram os assuntos e as formas de trabalho com seus alunos em sala de aula.Tivemos a visita da coordenadora da Semec Cleide Larine que na oportunidade passou algumas informaçoes aos cursistas
Logo em seguida passei o cronograma de trabalho do dia e iniciamos a leitura introdutoria referente a última parte do TP 04, na sequência foram divididos os grupos para trabalhar as unidades como de de costumes.Nesta oficina,concluimos nosso trabalho sobre gêneros textuais e sequências tipológicas de texto.Para fechar o período da manhã, foi lido o texto de Jô Soares”Salário Mínimo”e interpretado pelo grupo fazendo relação entre um texto de sala de aula e um exercício de redação escolar.
No período vespertino, iniciamos assistindo DVD sobre a reforma ortográfica no qual discutimos a respeito das mudanças na ortografia e os cuidados que devemos ter para não confundir a cabeça do nosso aluno nesse período de transição na forma de escrever determinadas palavras.
Como nosso trabalho visa a prática de produção textual em sala de aula, não poderíamos deixar de produzir um texto como sugestão.Levei para o encontro,varias palavras tais como,”banho de sol,praia de Copacabana,protetor solar, dia dos namorados,água de coco e grupo de amigos e em coletivos produzimos um texto de sequência narrativa utilizando estas palavras.Logo após a escrita do texto, foi feita a leitura compartilhada do mesmo observando a sequência na junção das palavras dando significado ao texto.
Os trabalhos encerraram às 17:00 h, com a participação total dos cursistas empenhados a buscar qualificação que possa auxiliar no seu dia dia em sala de aula.Pois,”educar é dar oportunidades de nunca mais parar de aprender”.(A.D)



Professor Formador:Ataide Filho



COMODORO MT,JUNHO DE2009.

RELATÓRIO DA AULA INAUGURAL E PRIMEIRO ENCONTO COM CURSISTAS

No dia 13 de abril de 2009 às 17:30 horas e trinta minutos,aconteceu nas dependênsias do CEMEB a aula de inauguração do GESTAR II, curso de formação Contnuada para professores de língua potuguesa e matemática que atuam no Ensino fundamental das escolas públicas municipas e estaduais de Comodoro MT.
O encontro foi introduzido pela coordenadora do programa no municipio, a professora Cleide Ávila,que comentou sobre as diretrizesdo programa e as competências tanto do professor cursista quanto do formador. O evento contou também com a presença de autoridades importantes do municipios; como vereador secretário e o prefeito municipal;que após proferir suas palavras,falou da importancia do professor estar em plena formação,buscando e inovando o conhecimento a cada dia.Disse também,que o professor pode não ser uma profissão bem renumerada, mas na sua concepção uma profissão das mais bonita que existe.
No dia 14/04,a professora de matematica introduziu os estudos debatendo sobre o guia e maneira que ela ia direcionar os trabalhos com seus cursistas. E no dia 15/04,o grupo de lingua portuguesa teve o primeiro encontro,no qual debateu também sobre o guia e alguns gêneros textuais.Vale ressaltar,que todos os debates e leituras realizadas foram voltadas para a prática em sala de aula.
Logo após os debates,iniciamos a discussão do avançando na prática quando cada cursista se incumbiu de trabalhar com seus alunos a biografia de uma pessoa importante na comunidade ou bairro onde vive.O relatório e os textos produzidos pelos alunos foram objetos de debate no próximo encontro dia 28/04.


PROFESSOR FORMADOR:ATAIDE F. DE FARIA FILHO.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

É preciso aprender a aprender...

Enfim, vamos embora! Até logo, paraíso...


Sistematização da Produção Textual


A prática da produção textual é essencial para o aprimoramento da escrita que compreende forma e conteúdo. No entanto, o que parece óbvio a princípio, e até consta como uma prática recorrente nas classes escolares brasileiras, não tem proporcionado os resultados esperados por nós professores. Para confirmarmos isso, basta verificarmos as avaliações periódicas que aplicamos na escola.
Tanto em situações avaliativas cotidianas, quanto em situações pontuais de avaliação, onde se privilegia exclusamente a escritura, observa-se a presença dos mesmos problemas textuais.
Considerando tal situação, resta-nos refletir sobre a ineficácia de nossas intervenções pedagógicas no encaminhamento das questões que envolvem a prática textual. Onde estamos errando na sistematização da produção escrita em sala de aula? Existe, de fato, uma sistematização da prática textual, um momento para reflexão sobre o que se escreve e o que se lê? O tempo destinado ao mapeamento da leitura e escrita de nossos alunos atende às nossas necessidades, enquanto responsáveis pelo andamento do processo educativo? Estamos “lendo” corretamente as marcas textuais e o que elas nos dizem a respeito das hipóteses de nossos alunos sobre ler e escrever?
Apesar de nossas classes estarem superlotadas e desse fato dificultar em muito o exercício da escritura, é certo que ainda assim, proporcionamos momentos de escritura dentro da escola. Momentos descontextualizados, descontinuados, mas ainda assim, imprescindíveis a nossa avaliação, pois acreditamos que se não tivermos ao menos um contato com a escritura de nossos estudantes, não os conheceremos bem.
Nesse sentido, devemos pensar a sistematização da produção textual, buscando com isso, a otimização do tempo e do material que nos chega a mãos.
Sistematizar a produção de texto diz respeito a dar continuidade temporal ao processo de escritura, sobretudo a escritura coletiva encaminhada pelo professor. Essa temporalidade deve adequar-se às necessidades da turma.
Na modalidade de produção coletiva, o professor encaminha a escritura ou a reescritura do texto com os alunos, registrando na lousa as idéias e intervenções de seus educandos.
Se planejada previamente, essa prática proporciona ganhos valiosos. Note-se, por exemplo, a oportunidade de reflexão sobre as diferenças entre registro oral e registro escrito, a socialização de algumas regras de pontuação, de estruturação do parágrafo e o uso de conectivos relacionados ao processo anafórico e catafórico, em substituição aos “aí”, “daí” e “tipo assim”.
Entretanto, é imprescindível o planejamento prévio desta aula e a delimitação das questões a serem abordadas. Esse roteiro prévio auxilia no processo de deciframento do universo textual, geralmente, complexo e abrangente. Durante o planejamento, o professor pode antever as intervenções de seus alunos, as perguntas ou sugestões e antecipar a melhor forma de abordar o conteúdo. Ressalte-se que a prática textual coletiva não visa aqui à enumeração de regras gramaticais, simplesmente. Ela diz respeito, sobretudo, à reflexão em torno do “erro” e a busca por alternativas de reescritura. Nessa perspectiva, a escritura revela hipóteses a respeito da aquisição da língua materna.
Seguindo os passos de Emília Ferreiro, que identificou as hipóteses sobre leitura e escrita nas séries iniciais de letramento, devemos olhar para o texto em busca das hipóteses de nossos alunos sobre o que é ler e escrever e sobre o uso da tal da gramática normativa.
Vejamos algumas hipóteses que ainda se arrastam em classes de 6º ano:
- Escreve-se como se lê; (oralidade x escrita)
- É preciso deixar um espaço, que pode ser o “saltar uma linha”, separando pedaços do texto; (paragrafação)
- Expressões que se ligam no momento da fala continuam ligadas na escrita; (segmentação das palavras dentro da estrutura frasal)
- A pausa na leitura é registrada por alguma marca; (pontuação x enunciação oral)
Ao observarmos as hipóteses de nossos alunos, poderemos intervir de maneira mais inteligente na desconstrução de equívocos conceituais acumulados ao longo de sua formação. Nossas pesquisas nos auxiliarão permanentemente, visto que muitas hipóteses evidenciadas por nossos alunos hoje, perduram em outras gerações.
Tenho utilizado em muitos encontros, “a metáfora do cadáver”, relacionando o corpo sem vida ao texto não lido. Mas, mesmo sem vida, se bem observado, o cadáver pode falar de seu óbito por meio de sinais e marcas. Essa fala, na necropsia, nasce por meio do olhar minucioso do perito criminal para o corpo sem vida. Observando-o em seus mínimos detalhes, o profissional busca, investiga, supõe, imagina, cria e recria, não só o fato em si, mas o contexto que o circunda.
Assim como o perito vivifica o corpo, significando os sinais que vê, o professor deve enxergar o texto para além da linha escrita. Nessa ação de fazer o texto falar, o professor entrará em um processo reflexivo que se prolongará beneficamente e contribuirá para o seu aprimoramento enquanto revisor textual. E revisar textos não se restringe a “sangrar” a folha em branco, assinalando erros ortográficos ou pontuação, aparentemente, inadequada. Todo revisor acumula o papel de tradutor, co-escritor, leitor ideal, mediador temático e escriba. E não há como ser diferente; se estamos diante do texto de alguém, com a responsabilidade de melhorá-lo, é impossível não exercermos esses papéis simultaneamente.
Consciente disso, o professor deve estabelecer o “seu” processo de revisão, já que não se trata aqui de aplicar a receita de alguém. Aliás, na panela da revisão textual é dever do revisor buscar os ingredientes que lhe apetecem o paladar.
No entanto, é imprescindível assinalar alguns cuidados na organização desse trabalho. A sugestão proposta aqui é uma possibilidade que deve ser enriquecida, considerando a diversidade de lugares, de falares, de turmas, enfim, as diferentes vidas por trás da palavra escrita.
A revisão textual começa no momento da escrita. Quanto mais significativo for o nascedouro do texto, melhor ele será escrito. É possível, por exemplo, resolver problemas de coerência textual, trabalhando previamente o tema a ser abordado, bem como as ideias a ele relacionadas.
A estratégia de revisão proposta aqui ressalta aspectos relacionados à forma e conteúdo, indissociáveis do campo semântico presente no todo textual.
Alguns pontos a observar:
1- É importante estabelecer com os alunos um contrato pedagógico que resguarde o autor e possibilite a utilização de seu texto;
2- O texto selecionado deve conter, de maneira geral, as dificuldades apresentadas pela turma;
3- Pode-se reestruturar todo o texto ou partes significativas dele;
4- Antes da revisão propriamente dita, o professor observará as hipóteses explicitadas por seus alunos sobre escrita, analisando as marcas textuais;
5- Listados os problemas textuais, deve-se delimitar aqueles que serão efetivamente tratados na revisão coletiva. A sugestão é trabalhar em torno de 04 dificuldades;
6- Os problemas que não forem abordados durante a reescritura, devem ser corrigidos na matriz antes da revisão coletiva;
7- O professor deve estudar o conteúdo subjacente ao problema abordado;
8- Cópias do texto escolhido devem ser distribuídas entre os alunos para que eles possam analisá-lo antes da revisão com o professor;
9- Para que os alunos possam acompanhar a revisão, o texto escolhido pode ser reproduzido integralmente no quadro, em transparência ou em PowerPoint;
10- Seguindo linha por linha, num processo de retomada e progressão, o professor conduz a análise do texto, solicitando sugestões para os problemas apresentados. Caso algo passe despercebido, o professor deve apontar o problema, mediando a transposição da norma não padronizada para a socialmente aceita.
11- Os alunos devem fazer a reescritura em seus cadernos junto com o professor;
12- As inadequações serão marcadas com um traço, para que o autor observe pelo confronto, possibilidades diferentes de escritura e acompanhe o seu crescimento textual;
13- A partir da sistematização da revisão coletiva de texto o professor pode começar a construir, junto com seus alunos, uma tabela para revisão individual, associando os problemas textuais a símbolos acordados com o grupo;
Os textos escolhidos para revisão devem servir apenas a uma aula de revisão, resguardando com isso a alternância de autores e textos.
Os textos corrigidos seguem para o portfólio do aluno, que terá o compromisso de reescrevê-lo. Assim, teremos um portfólio composto de um texto original, com as marcas da correção feita pelo do professor, e ao lado o texto revisado pelo aluno.
O trabalho de escritura e reescritura coletiva deve ser uma constante, se possível, realizado semanalmente para que alcance a eficácia desejada.

Por Adelaide de Paula Santos